sábado, 5 de março de 2016

Poemografia. Meu novo livro

Já está a venda a versão virtual do meu novo livro Poemografia. Ele é um doce exercício poético, um delicado resumo poético do que sinto. Aqui vai o link para quem quiser adquiri-lo. Espero que gostem.

Monicacompoesia (Moniquinha)

https://store.kobobooks.com/pt-br/ebook/poemografia

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

TRANSGRESSORA

Sou passeata viva
Meu corpo incessantemente
Reivindica ao meu coração
Que ele se rebele desesperadamente
Contra a ordem estabelecida
Pelo meu cérebro que ditatorialmente
Nos impõe
Eu, corpo, coração e mente
Que sigamos a razão diuturnamente
Como se fossemos um rebanho
A ser conduzido de forma consciente
Na direção do abate frio e cruel
Dos meus desejos mais ardentes
Dos meus sonhos mais inconscientes
Da minha literatura mais urgente
Queremos revolução
Brada o corpo loucamente
Não podemos mais viver aprisionados
Pela frieza de uma razão
Que nos foi imposta covardemente
Para nos tornar absurdamente comuns
Vazios, sós e indiferentes
Já o coração discorre horas
Incansavelmente
Sobre a necessidade
De se fazer uma transição pacífica
Democraticamente
Justifica-se
Afinal o medo e a paixão
Transbordam dele igualmente
Enquanto o isso o cérebro falsamente coerente
Do alto de sua materialidade descrente
Com suas artimanhas racionais
Busca sorrateiramente
Nos aprisionar para sempre
Porém não mais que de repente
Surge uma guerrilheira
Transgressora
Disposta a acabar apaixonadamente
com toda ordem vigente
Viva a Arte
Libertária de corpos, corações e mentes

@Moniquinha

Durante dois anos deixei de escrever com a intensidade que sempre escrevi. Fui andar por outros caminhos, me reler como gente. Hoje retorno e como podem perceber não mais assino como @monicacompoesia. Faz parte do processo de amadurecimento humano e literário. Porém, para guardar comigo eternamente, para lembrar para sempre de todas e todos que se tornaram meus leitores amigos por intermédio dessa minha fase literária mantenho o @ na minha assinatura literária. Espero que gostem dessa nova fase. Em breve surgirão outros blogs, novos livros, muitos sonhos. Grande beijo. Bom estar de volta...

domingo, 3 de julho de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

sábado, 26 de março de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

A experiência

Outro dia passeando pelo meu pensamento encontrei transitando livremente sem o meu consentimento um dos personagens que criei. Estava ele compenetrado, com ares de estudioso, observando tudo nos mínimos detalhes. Curiosa e intrigada com que o que via me aproximei. Perguntei enquanto era olhada com cara de espanto e surpresa o que fazia ali sem que eu tivesse conhecimento do fato. Prestativo me respondeu sem pestanejar que buscava apenas entender o significado da realidade. De certa forma aliviada de algo que não sei bem o que sorri carinhosamente e o informei que não era o meu pensamento o lugar mais apropriado para tal pesquisa, afinal sou uma escritora. Vendo a decepção estampada em seu rosto tive uma idéia. O convidei para passar um período de tempo vendo o mundo através da janela dos meus olhos. A experiência foi fascinante e gratificante para os dois. Agora vou contar para vocês tudo, ou quase tudo, que vimos juntos. (continua...)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Prezado Senhor

Resolvi escrever esta carta com o intuito de perguntar o que deseja de presente neste Natal. Tenho percebido ultimamente que quase todo mundo ganha presente, menos o Senhor e as pessoas humildes que trata com tanto amor e carinho. Também reparei que poucos lembram de convidá-lo para a Ceia, para a Festa. Na certa devem estar muito ocupados festejando. Confesso que eu gostaria de celebrar esta data de uma forma diferente, mas a maioria é quem decide, infelizmente. Fiquei dias pensando o que seria capaz de agradá-lo. Sei muito bem que o Senhor não deseja nada que o dinheiro pode comprar. Tomei então a liberdade de perguntar o que gostaria. Sabe, eu estou aqui presenciando virtualmente o pássaro azul transmitir uma guerra civil social em tempo real na minha cidade maravilhosa enquanto escrevo. Pensei em uma coisa vendo tudo isso, em um presente ideal, especial para celebrar o dia do seu Aniversário. Amar sempre, incondicionalmente, o meu semelhante como eu te amo. Só que eu preciso de ajuda para que esse presente chegue em suas mãos inteiro, completo, sincero, verdadeiro, de coração, em união. Quem pode ajudar? Feliz Natal.

Monica


Esta carta surgiu do pedido de uma menininha. Esta postagem é para ela. :])

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

De masculinos e femininos

Chico, com todo seu brilhantismo, se escreve descaradamente, sedutoramente e apaixonadamente no feminino. Ele, como muitos, possui o desejo, o fascínio, de se brincar no mundo do outro, de burlar universos tão distantes, tão distintos. A ousadia que ele faz uso em inverso caminho também atrai desejos femininos. Não é loucura se permitir transitar entre mundos contraditoriamente lindos, loucura é preferir não escancarar o verbo da forma como está sentindo só para seguir uma norma, torta, que criamos e seguimos. Quando a sede se matar com água, que seja feita a nossa vontade. Se for a sede de se matar com vinho, que se beba cada taça até matar a sede com a embriaguez dos caminhos. O prazer da arte está na doce liberdade de romper fronteiras, sendo consequente no rasgar temporário da realidade. Sua maior beleza é a de provar, mesmo que na ficção, toda a grandeza da multiplicidade de leituras, desvios e possibilidades através da imaginação. Que toda loucura seja santa enquanto for profana, verdadeira e inteira. Paixão.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Entre os escombros dos seus pesadelos

Lambiam feito gatos os seus desejos, os seus sonhos e os seus medos.
Não eram inimigos, mas não se sentiam companheiros.
Queriam juntos, mas não se sabiam inteiros.
Deixavam suas metades perdidas em lugares que desconheciam o endereço.
Rota de segredos da impossibilidade de estar perto de si mesmo.
Nasceram acreditando no poder do ser verdadeiro, na capacidade humana de desvendar segredos, mas com o decorrer do tempo perceberam que os enigmas mais complexos estão tatuados no lado de dentro do peito onde nunca se tem acesso completo, com inúmeras restrições ao pensamento.
Réus confessos, nunca se acharam de tanto se procurarem em outros corpos sem sabor, alma e cheiro de intenso.
Talvez tenham sido cruelmente devorados pelos seus personagens socialmente aceitos.
Talvez ainda possam se resgatar entre os escombros dos seus pesadelos.